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Ensino a Distância (EAD)

A educação a distância trouxe consigo alguns benefícios. A democratização do acesso à educação seria uma delas. A principal característica da EAD é a flexibilidade que o estudante tem do ponto de vista de horário e local para estudar. Assim, tanto aquela pessoa que mora a muitas centenas ou milhares de quilômetros de uma universidade poderá estudar neste sistema, quanto aquele outro estudante que embora more num grande centro não pode assistir aulas durante quatro ou oito horas todos os dias porque trabalha para o sustento próprio ou de sua família ou precisa cuidar da casa, filhos etc. Ou seja, a EAD atende pessoas que jamais conseguiriam estudar no sistema tradicional das nossas universidades. Permite melhores perspectivas de inserção no mercado de trabalho e realização profissional para estas pessoas. Com isto, contribui em última instância para capilarizar o desenvolvimento social e econômico por todo o território e também através das camadas da população socialmente menos favorecidas.

A utilização de tecnologia digital traz contribuições significativas para a educação a distância e transforma as possibilidades de comunicação entre professores e alunos.
Um outro benefício é que esta modalidade desenvolve a capacidade de planejamento e disciplina visando metas claramente estabelecidas. Os alunos aprendem a administrar o tempo e são os atores do seu processo de aprendizagem. Com isto, tornam-se profissionais com mais autonomia. Eles se tornam também capazes de se manter em permanente aperfeiçoamento profissional. São características fundamentais do bom profissional no mundo atual.
o desenvolvimento de autonomia, poderia incluir, neste momento, a vantagem da obrigatoriedade do aluno, futuro professor (na maior parte, atualmente, imigrantes no mundo digital) familiarizar-se com as tecnologias de comunicação e informação e consequentemente tornar-se capaz de utilizar os mesmos meios de comunicação com os quais seus alunos (mais jovens, nativos no mundo digital) convivem, tranquilamente, no seu dia a dia. Assim, o professor formado através da EAD poderá utilizar com segurança mais esta ferramenta como auxiliar no seu trabalho junto aos alunos.
Adicionalmente, a possibilidade de formar professores nos locais onde residem, permite que populações do interior possam ter professores com o mesmo background cultural regional, por efetivamente vivenciarem esta realidade, e portanto talvez mais capazes de contextualizar o novo conhecimento na vida dos alunos. Neste sentido, levantamento que estamos fazendo com os alunos egressos de nossos cursos de licenciatura indica que grande parte dos que fizeram concurso para professores se candidataram e foram aprovados nos próprios locais onde residem e estudaram e vão atuar profissionalmente nestes locais.
A rápida popularização do uso das tecnologias de comunicação certamente é um auxiliar muito poderoso na EAD. As tecnologias de informação e comunicação permitem uma rápida e ampla comunicação entre os atores do processo ensino-aprendizagem-gestão na EAD, fator fundamental para o sucesso desta modalidade. Permitem, também, enormes possibilidades de interação, troca de experiências e produção intelectual colaborativa nos ambientes virtuais de aprendizagem. No entanto, pela característica desta linguagem pelo menos na forma atualmente em uso, penso que a educação a distancia não prescinde dos livros, didáticos ou não, clássicas fontes bibliográficas e no nosso caso, também do material impresso, onde os alunos buscam parcela importante dos subsídios que fundamentam suas reflexões e seus conhecimentos específicos num trabalho solitário, que constitui uma das etapas de aprendizagem.
Infelizmente há preconceito tanto no meio acadêmico quanto na população em geral, com os formandos nos cursos de EAD. Há por exemplo uma desconfiança de que possa ser uma forma de aligeiramento de formação, uma educação de baixa qualidade. Penso que estamos vivendo, neste primeiro momento, uma etapa natural de desconfiança em relação ao novo. Claro que tanto quanto no ensino presencial, podem existir cursos EAD de excelente qualidade e outros abaixo da crítica. É necessário separar o joio do trigo e a sociedade precisa ter acesso a esta informação. Neste ponto, a ação dos órgãos reguladores é fundamental para que tudo que não atinja padrões mínimos de qualidade seja corrigido. A melhor forma de vencer o preconceito será através da qualidade da formação dos egressos, cuja atuação profissional será avaliada pela sociedade.
Com a cultura digital a tradicional “educação a distância” recebe contribuições muito significativas:
– os meios de comunicação são totalmente modificados – do transporte pelo correio de materiais impressos, jornais, de programas em rádio e em televisão, que dependiam de emissões em horários e locais pré-programados para serem acessados pelos alunos, passamos a dispor de ambientes virtuais de aprendizagem como suporte a materiais digitalizados não só os específicos para um curso, mas redes de sistemas de informações amplas e permanentemente acessíveis à pesquisa e em constantes atualizações;
– o uso da tecnologia digital transforma as possibilidades de comunicação entre professor e aluno, as trocas podem ser interativas em modalidades síncronas ou assíncronas, não mais só unidirecionais e hierarquizadas como a EAD tradicional que considera que o professor emite a mensagem porque sabe mais, tem autoridade para decidir, por isso planeja o ensino, e o aluno a recebe porque será avaliado por reproduzir e aplicar adequadamente essa mesma mensagem. Pois a EAD agora dispõe de recursos para que os indivíduos passem a interagir cooperativamente não só com um professor especialista, mas com outros professores estabelecendo conexões interdisciplinares. O aluno não só interage linear e hierarquicamente, respondendo às perguntas do professor, ou cumprindo suas ordens, ele pode interagir com colegas de outros grupos heterarquicamente, escolhendo conteúdos, recebendo e enviando comentários, sugestões, contribuindo nas soluções de problemas, formulando outras questões, argumentando com os próprios professores e até com outras comunidades na rede. E então pode ser alcançado o desenvolvimento, as competências, habilidades, atitudes, procedimentos que os cursos buscam
Um professor presencial não é necessariamente diferente de um professor de um curso EAD, se neste último os recursos forem textos, apostilas, radio, televisão, ou vídeoconferências. E não será diferente se o curso EAD for trabalhado sem considerar os recursos da cultura digital, quando só privilegiem o atendimento de alunos que estejam distantes de instituições de ensino e sem dispor de tempo para frequentá-las.
Entretanto, seja um professor presencial ou seja um professor em EAD, ele necessitará de formação especial se desejar trabalhar em educação incluída na cultura digital. Muita atenção: há instituições que possuem equipamentos, laboratórios e conexões à internet, mas usam esses recursos para desenvolver um ensino tradicional, como, por exemplo, currículo fragmentado em disciplinas de períodos predeterminados, cumprindo tarefas pré-programadas com conteúdos descontextualizados, de forma linear, centralizado no ensino pelo professor, e avaliado por desempenho com apresentação de uma só resposta certa, de atender turmas como fossem todos os alunos semelhantes e com níveis de desenvolvimento equivalentes para aprendizagem dos mesmos conteúdos.
Seja na educação presencial, ou seja em EAD, o importante é sua inclusão na cultura, é o esforço para mudar a concepção de ensino da sociedade industrial para a concepção de desenvolvimento cognitivo e sócioafetivo no processo de aprendizagem, da sociedade da informação, da sociedade do conhecimento.
o muitas as semelhanças e pouquíssimas as diferenças quando se reestrutura a educação incluindo-a na cultura digital. O que está acontecendo atualmente são apenas adaptações do ensino presencial à EAD. Urge que se iniciem pesquisas substanciais considerando desde o grande problema dos técnicos em desenvolver ambientes virtuais de aprendizagem, estruturados em rede, com distribuição de espaços tanto para alunos como para os professores, para garantir cooperação nos planejamentos e autoria nas produções. O que isto significa? Assegurar a liberdade para tentar e para errar, o tempo para discutir, refletir e replanejar, a distribuição das tarefas interdisciplinares em que o professor exerce as funções de mediador e não decide unilateralmente. O plano precisa considerar sempre diferentes pontos de vista, múltiplas perspectivas assegurando defesas contra a repressão e buscando a ampliação valorizando o investimento dos aprendizes. Os alunos podem participar na elaboração dos objetos de aprendizagem, na proposta de atividades criativas, desde o primeiro ano do ensino fundamental até o ensino universitário.
Em breve este artigo será incorporado de EAD sobre Química.
Até mais…
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